Na tarde desta quinta-feira, 1º de Maio, Dia Internacional de Luta dos Trabalhadores, manifestantes de movimentos sociais como Correnteza, Fogo no Pavio e União da Juventude Comunista e partidos políticos da esquerda radical como a Unidade Popular pelo Socialismo – UP, Partido Comunista Brasileiro Revolucionário – PCBR e o Partido Socialismo e Liberdade – PSOL, com apoio do SINTE realizaram um ato em Parnaíba (PI) contra a escala 6×1, denunciada como é absurda essa forma de exploração e precarização das condições de trabalho.
A concentração começou por volta das 16h, em frente ao Parnaíba Shopping, reunindo trabalhadores, estudantes e movimentos sociais. Os manifestantes carregavam faixas, entoavam palavras de ordem e distribuíam panfletos para conscientizar a população sobre os impactos da escala 6×1 na vida dos trabalhadores, que têm apenas um dia de descanso após seis dias consecutivos de trabalho, prejudicando a vida dos trabalhadores que são submetidos a essa forma de exploração.
Durante o protesto, os manifestantes ocuparam a praça de alimentação do shopping em uma ação simbólica de resistência. Seguranças tentaram impedir a mobilização de forma truculenta, mas o ato seguiu firme. Em meio à repressão, os manifestantes mantiveram a postura pacífica, circularam pelo shopping distribuindo panfletos e seguiram entoando palavras de ordem como “Trabalhador tô do seu lado, nosso futuro não será precarizado” “È 30 horas 4×3, a 6×1 já perdeu a vez!”
Após a ação no shopping, o ato seguiu para a Praça do Amor, onde foi realizada uma rádio calçada. No espaço aberto ao microfone, diversas falas denunciaram a escala 6×1 como uma política que escraviza e adoece os trabalhadores. Também foram relembradas as conquistas históricas da classe trabalhadora, como a jornada de 8 horas diárias, fruto de lutas e mobilizações como a do próprio 1º de Maio.
O ato foi marcado por um forte espírito de resistência e solidariedade entre os participantes. A mensagem central foi clara: a luta por melhores condições de trabalho segue viva, e a escala 6×1 não será aceita passivamente pelos trabalhadores que lutam pela redução da jornada de trabalho para 30 horas semanais na escala 4×3.



